
Olá, olá!
Se fores como nós, certamente já tentaste seguir métodos de produtividade tradicionais - aqueles baseados em listas intermináveis, rotinas rígidas e promessas de “rende o triplo em metade do tempo” - e mesmo assim não conseguiste manter o ritmo e chegar aos resultados esperados…
Se sim, este artigo (e esta jornada) é definitivamente para ti.
Queremos dizer-te, desde já (e vamos repetir as vezes que forem necessárias):
O problema não és tu.
O problema é que a maioria dos métodos tradicionais falha num ponto essencial: ignoram quem tu és. Ignoram a tua personalidade. Ignoram as tuas crenças, os teus limites, as tuas necessidades reais. Ignoram o teu contexto.
Estás a ver a famosa técnica tradicional de Pomodoro?! (sem qualquer desprimor pela mesma que é amplamente investigada, eficaz e utilizada - o objetivo não é invalidar métodos, mas sim refletir contigo para que os possas pôr a funcionar para ti)
Imagina alguém que tem dificuldade em concentrar-se e precisa de tempo “para entrar na tarefa” - não vai conseguir usufruir logo do primeiro momento de foco pedido pela técnica... O que fazer? Não utilizar? Não!! Usar o primeiro tempo para organizar o espaço e/ou as tarefas; começar por coisas menos exigentes como responder a emails, por exemplo.
Imagina quem está a passar por uma depressão ou burnout - pode não conseguir utilizar os tempos de foco para trabalho ativo... O que fazer? Não utilizar? Não!! Procurar usar esses tempos para autocuidado, como levantar da cama, fazer a sua higiene, alimentar-se, sabendo que logo de seguida terá momentos de pausa e poderá descansar um pouco.
Imagina quem trabalha na área da confeção alimentar - pode não conseguir cumprir os timings de foco-pausa da técnica e perder a consistência ou textura do que está a preparar... O que fazer? Não utilizar? Não!! Seguir os tempos que melhor se ajustarem a si e ao que está a fazer, usando o seu próprio temporizador.
Os métodos tradicionais dão uma fórmula (extremamente válida, mas que é) igual para todas as pessoas.
E a verdade é que não somos tod@s iguais.
🧠 Por isso, antes de tentares "encaixar-te" num modelo que não te serve, é importante parar e questionar:
Quem sou eu, como sou eu, de verdade, neste momento da minha vida?
O que é que eu preciso - não o que me disseram que devia precisar?
Como está a minha vida neste momentos? Quais são as minhas circunstâncias? Em que contextos estou e como me impactam?
O que é que já experimentei e realmente funcionou para mim?
O que é que claramente não funciona, porquê e como pode ser ajustado?
Seguir cegamente qualquer método - mesmo os que parecem perfeitos nos livros ou nos vídeos - é apagar quem tu és no processo.
E é por isso que não te damos um molde para caberes dentro. Damos-te ferramentas para construíres o teu próprio caminho, com autonomia, clareza e respeito por ti.
A verdadeira produtividade é aquela que serve para ti - para quem és, para a tua vida.
🧠 Aqui vão algumas perguntas para começares a perceber como podes criar um modelo que seja realmente teu:
Que características tuas sentes que os métodos tradicionais ignoram ou não respeitam?
Que métodos ou estratégias já testaste e sentiste que funcionaram para ti? Porquê?
Que métodos ou estratégias já testaste e sentiste que não funcionaram para ti? Porquê?
Que ajustes sentes que precisas fazer para que o teu “eu” também caiba nos teus planos?
Resumindo:
Os métodos tradicionais existem por um motivo: são estudados e mostram bons resultados para um maior número de pessoas. Mas podem não funcionar contigo pois não te têm em conta. A solução? Analisa como és, como te sentes/o momento em que estás, o que precisas; e adapta para que funcione contigo!
🎯 No próximo artigo vamos dar continuidade à nossa jornada explorando com quem é que a tua produtividade tem estado alinhada - contigo ou com o que esperam de ti.
Até lá, podes rever tudo aqui:
Lembra-te!
Não és tu quem tem de mudar para caber nos sistemas. São os sistemas que devem mudar para te respeitar.